Capítulo 8 – O Metal Raro


Meltse e Lamark caminham noite inteira, seguindo pela floresta às margens da estrada, com ouvidos atentos, sempre olhando para trás. Ninguém veio à procura deles.

Os pés do ferreiro latejavam e ele sente que a qualquer momento poderia desmaiar de cansaço, mas seu corpo estava cheio de adrenalina, que o puxa para além dos limites.

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Capítulo 8 – Surpresa


Lamark encara o baú alegre e curioso. Era pequeno demais para guardar dinheiro. O que tinha ali dentro? Devia ser algo muito valioso para estar escondido e trancado daquele jeito.

Ele encara novamente o pequeno objeto de madeira, agora frustrado. Como iria abri-lo mesmo?

— Então? Você tem algum truque de abrir cadeados também? — pergunta Meltse, querendo ver mais um dos truques do companheiro mago.

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Capítulo 8 – A Sorte Bate A Porta (Parte 4 – Final)


Lamark, se valendo mais uma vez do conteúdo de sua bolsa, separa um punhado de folhas aromáticas. Normalmente usadas para fazer um chá calmante, nas mãos do sáurio tinham efeito muito mais intenso.

Com uma pequena palavra, as folhas se esfarelam. Levadas pelo vento, seguem em direção aos guardas.

Meltse só observa tudo de perto. “O maldito tinha uma magia para qualquer situação? Como tanto conhecimento  cabe numa cabeça só?”. Não podia deixar de admitir que magia era uma habilidade bem prática.

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Capítulo 8 – A Sorte Bate A Porta (Parte 3)


Ainda era meio da tarde quando Meltse e Lamark saem da estalagem. A vila continuava praticamente deserta. Ouve-se o barulho de crianças brincando em alguma rua próxima.

— Mas que diabos você fez? — pergunta o ferreiro, sussurrando. A rua podia estar vazia, mas não queria arriscar qualquer ouvido desavisado.

— Ha! Então você viu? — fala o sáurio, sorrindo — Bem… Eu não fiz `nada’ demais. — o humano podia sentir que havia um sorriso maroto por baixo do manto e chapéu.

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Capítulo 8 – A Sorte Bate A Porta (Parte 2)


Uma hora depois, que foi uma espera torturante para Meltse e Lamark e irritante para os dois homens, o jovem volta com uma enorme bandeja carregada. Lá estavam um bom pedaço de carne assada e temperada, duas tigelas fumegando, uma  pilha de pães pretos que não se sabia como ela se mantinha intacta com o movimento, e uma grande jarra cheia de água.

Agora como o garoto conseguia levar aquilo tudo tranquilamente era uma incógnita para o ferreiro.

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Capítulo 8 – A Sorte Bate A Porta (Parte 1)


O dia amanhece e humano e sáurio levantam acampamento, assim continuando sua marcha em direção a Lamus.

Aquele já era o terceiro dia de viagem e Lamark estava um pouco preocupado com a velocidade com a qual avançavam. Muito lento. No entanto, Meltse não estava acostumado com longas caminhadas. Afinal, era melhor ir devagar e sempre que rápido e cair exausto no meio do caminho.

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Capítulo 8 – Uma vida nova


Meltse e Lamark já estavam na estrada há um dia. Aquela viagem começou tão repentinamente quanto tantos outros eventos ocorridos no último mês.

Esta, no caso, inicio-se com uma maldita lista de itens impossíveis. Estavam indo naquele exato momento para Lamus: uma pequena cidade comercial situada a sudeste de Hochberg. Não produzia muita coisa, mas era ponto de encontro de diversas caravanas, onde paravam para descansar e decidir o próximo rumo a seguir.

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Capítulo 7 – A Lâmina Negra de Hazar


Loriel sai caminhando sem olhar para trás. Se olhasse, temia ver Grael, com seu sorriso sádico, enfiando uma adaga em suas costas.

Não… Tinha que fingir que nada aconteceu, nada sabia. Ela sairia dali, não importa como!

A cada passo, a elfa se sente mais e mais cansada. Suava frio. Não podia ser apenas medo. Havia algo mais ali. Alguém a seguia. Mas em momento algum ela se vira para averiguar. Sentia que não era uma boa ideia.

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Capítulo 7 – A Lâmina Prateada de Hazar


Loriel observava os hóspedes da estalagem enquanto limpava o balcão: os enormes homens do norte. Os elfos não precisavam de estalagens, tinham suas próprias casas ou as faziam eles mesmos.

Estavam em maior número que no ano passado. Comiam a rala soma de vegetais com sofreguidão. Se era muito pouco para elfos, imagine para aqueles humanos. Algo errado tinha acontecido… Era gente demais para ser uma seca, ou uma primavera gélida…

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Capítulo 7 – Caminho Perdido (Parte 2 – Final)


— Quer dizer que tudo aquilo, a hostilidade, a fuga, tudo, foi por nada?! — exclama Hafix, assim que Seire termina de falar.

A loba apenas concorda com a cabeça, suspirando.

— Sinto muito… Foi tudo minha culpa.

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