Capítulo 7 – A Lâmina Negra de Hazar


Loriel sai caminhando sem olhar para trás. Se olhasse, temia ver Grael, com seu sorriso sádico, enfiando uma adaga em suas costas.

Não… Tinha que fingir que nada aconteceu, nada sabia. Ela sairia dali, não importa como!

A cada passo, a elfa se sente mais e mais cansada. Suava frio. Não podia ser apenas medo. Havia algo mais ali. Alguém a seguia. Mas em momento algum ela se vira para averiguar. Sentia que não era uma boa ideia.

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Capítulo 7 – A Lâmina Prateada de Hazar


Loriel observava os hóspedes da estalagem enquanto limpava o balcão: os enormes homens do norte. Os elfos não precisavam de estalagens, tinham suas próprias casas ou as faziam eles mesmos.

Estavam em maior número que no ano passado. Comiam a rala soma de vegetais com sofreguidão. Se era muito pouco para elfos, imagine para aqueles humanos. Algo errado tinha acontecido… Era gente demais para ser uma seca, ou uma primavera gélida…

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Capítulo 7 – Caminho Perdido (Parte 2 – Final)


— Quer dizer que tudo aquilo, a hostilidade, a fuga, tudo, foi por nada?! — exclama Hafix, assim que Seire termina de falar.

A loba apenas concorda com a cabeça, suspirando.

— Sinto muito… Foi tudo minha culpa.

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Capítulo 7 – Caminho Perdido (Parte 1)


O plano improvisado foi um sucesso total. Um verdadeiro milagre. A cegueira só durava alguns segundos e mesmo ela não era de muita valia contra um elfo. Ou meio elfo, no caso.

A sorte foi ele ter decidido esperar. Foi o suficiente para pegar todos os mapas, sair do lugar, fingir que nada de errado estava acontecendo e sumir no meio da multidão.

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Capítulo 7 – Mal Entendido


Seire passa os olhos pelo mapa. Nenhum nome lhe era conhecido. Nada ali despertava sua memória. Era abrangente, mas não via o menor sinal de Fafalar. Seria possível eles terem caminhado tão longe assim?

Raffléia faz uma careta de frustração. A loba não era a única pessoa a não identificar coisa alguma naquele mapa. Arth nunca se interessou por cartografia, por isso nem se dá ao trabalho de olhar. Enquanto Hafix estava longe demais de casa para saber qualquer coisa em primeiro lugar.

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Capítulo 7 – Galiel


Sem seus sentidos aguçados a atormentando, Seire consegue forças para admirar os arredores da mesma maneira que os outros.

A sáuria e o humano pediram desculpas por não terem percebido nada. O centauro não se pronunciou.

Onde quer que aquele elfo morasse… Era longe! Ou ele estava indo por um caminho longo de propósito. Seire sentia que estavam andando em zigue-zague. Pelo menos podiam relaxar e observar a cidade com calma.

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Capítulo 7 – A Cidade Impossível (Parte 3 – Final)


Já com as barrigas forradas e o perigo aparente bem longe, o inusitado grupo discute sobre o que fariam em seguida.

— Acho que estamos dependendo daquele estranho elfo — comenta Hafix.

— Hum hum… Ele nos sugeriu encontrá-lo depois de descansarmos. — murmura Raffléia — Mas como?..

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Capítulo 7 – A Cidade Impossível (Parte 2)


Um bom tempo se passa até que a loba consegue se acalmar: pelo menos não havia se transformado.

Os braços não carregavam sinal da auto agressão. Só os pequenos filetes de sangue denunciavam o ocorrido. Tinha que limpar aquilo.

Observa. Precisava de uma bacia com agua. Ou algum lugar para se lavar. Não queria que os outros soubessem que ela teve um ataque de pânico.

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Capítulo 7 – A Cidade Impossível (Parte 1)


O que fariam agora? Aquele lugar já era estranho por ter humanos e elfos vivendo juntos. E eles sequer falavam o idioma comum?! Em que fim de mundo eles tinham ido parar?

Não sabiam como agir. Raffléia conhecia um bom punhado de idiomas, mas não entendia uma palavra sequer do que a garota falava. O mesmo acontecia com Hafix, embora ele achasse que já tinha ouvido algo parecido antes.

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Capítulo 7 – Paranoia


Seire, Raffléia, Arth e Hafix caminhavam feito loucos. A loba ignorava completamente seus ferimentos cicatrizando e suas roupas novamente ensanguentadas. A sáuria, montada em Silf, recitava baixinho magias de proteção e ocultamento: se alguém os seguisse magicamente, ela saberia. O centauro engole seu orgulho e permite que o humano vá montado nele. Já este último, nada podia fazer além de se sentir um completo inútil.

O ataque que sofreram foi súbito e potencialmente fatal. Nenhum deles entendia por que parou, mas agradeceram silenciosamente aos deuses.

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