Capítulo 5 – A Reconstrução de Hochberg (Parte 2)


O sáurio fica carrancudo, sério. Chegou a hora de dizer tudo o que aconteceu. Não seria nem um pouco fácil.

— E os garotos? — pergunta Hamur.

— Eu quero que eles saibam de tudo. Mostrar que o mundo não é tão preto e branco assim. E também para ensiná-los que os atos deles têm consequências. — finaliza, encarando os Helten.

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Capítulo 5 – A Reconstrução de Hochberg (Parte 1)


Balthazar estava deitado em sua cama. Não conseguia dormir. Tudo estava de ponta cabeça. Seu filho, juntamente com os outros defensores, estavam aprisionados. A vila foi atacada e queimada. Quase tudo perdido, só algumas casas continuavam de pé. E a sua era uma delas.

Os malditos Helten cresceram como covardes… E isto era culpa dele. Seus pais deixaram os garotos aos seus cuidados… Não deu a devida atenção a eles… Ou no caso, não lhes deu um propósito, como fez com Meltse. Mas como ele poderia fazer isso? Era ferreiro, um Eisen, não um guerreiro, como os Helten.

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Capítulo 5 – A Jornada? (Parte 3 – Final)


Um bom tempo depois Lamark volta à mesa onde estavam Diamante, Alexsander, Meltse e os outros líderes sáurios. Vatra havia sumido…

— Ora, ora. Aí está ele! — exclama Alexsander ao ver o sáurio se aproximando — Estávamos esperando por você!

A grande maioria dos sáurios estava dormindo em suas mesas naquele momento. A barriga cheia de carne e a mente de álcool. O mesmo ocorre com Meltse: roncava com a cara enfiada num prato vazio. Lamark encara Alexsander, com olhar inquisitivo.

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Capítulo 5 – A Jornada? (Parte 2)


— Quê?! — levanta Lamark de súbito, batendo as duas mãos com força na mesa. Algumas canecas caem.

Os outros líderes, menos Vatra, fazem uma careta de raiva e desgosto. Alexsander tentava segurar o riso com toda a força. Meltse estava confuso. Eles já iam partir? Diamante parecia se divertir muito com a situação.

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Capítulo 5 – A Jornada? (Parte 1)


Logo Lamark reaparece. Nitidamente zangado, senta-se na cadeira ao lado de Meltse. Nada fala com Diamante. Já este estava bem mais calmo: o ferreiro nota um leve sorriso em seu rosto quando o sáurio volta.

O jovem líder não sabia o que fazer. Não estava a fim de falar muito menos de se desculpar. Sabia que tinha sim passado todos os limites falando daquele jeito com Diamante. Era normalmente tão controlado… Mas perdeu completamente o senso de respeito e perigo ao ver aquele monstro, Yassa, bem ali. Era por isso que o exército de Gaheris estava tão perto de Flussevir!

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Capítulo 5 – O Banquete (Parte 3 – Final)


Meltse não sabia exatamente o que tinha acabado de acontecer, mas podia deduzir algumas coisas. Henkel devia ser o nome do sáurio que protegia Lamark. Aquele sáurio que acabou de sair deve ser o pai de Henkel. E ele não culpava Lamark pela morte do filho… Talvez. Seu semblante impassível tornava impossível saber se ele falou aquilo de coração ou se foi uma mera formalidade. Pela reação de Lamark, era a primeira opção. Agora o que Vatra tinha a ver com aquilo tudo?

O ferreiro não teve tempo de concluir o pensamento. Tinham chegado no seu destino: uma gigantesca praça, que ficava bem de frente à caverna-biblioteca de Diamante. Não lembrava de ter passado por ela quando chegaram no outro dia. Se bem que… Ainda estava em choque no dia.

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Capítulo 5 – O Banquete (Parte 2)


Naquele dia Meltse não viu mais os irmãos de Lamark. Quem sabe no tal banquete? O sáurio tinha dado a entender que a cidade inteira foi convidada. E que isso tudo era razoavelmente comum.

O ferreiro estava deitado, no quarto de hóspedes, olhando para o teto e esperando o tempo passar. Era engraçado como as coisas eram ao mesmo tempo tão urgente e tão… distante.

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Capítulo 5 – O Banquete (Parte 1)


Observando tudo nos arredores, Meltse não pôde deixar de notar que seu mais novo amigo sáurio, era alguém muito importante e de grandes posses. Será que os sáurios também tinham famílias nobres e ele pertencia a uma delas?

— Então… Lamark, você é algum tipo de nobre ou coisa do tipo? — pergunta o ferreiro, enquanto bebericava sua caneca.

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Capítulo 5 – A Casa Grischarr (Parte 2 – Final)


“As coisas não estão indo nem um pouco bem para Lamark”, pensa Meltse. O ataque… E agora a notícia de sua mãe… Se fosse com ele, estaria em choque. Os sáurios parecem levar a morte com mais calma.

— Bem… — murmura o sáurio — Estamos bastante exaustos da viagem. De tudo… Quais as chances de ter algum quarto preparado? — pergunta por fim à irmã.

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Capítulo 5 – A Casa Grischarr (Parte 1)


Saindo de sua reunião com Diamante e Alexsander, Lamark segue caverna afora, atravessando a cidade. Meltse o segue logo atrás.

O sáurio ia a passo lento, sem pressa. Parecia aliviado. O que não era o caso do ferreiro: inquieto, nervoso, preocupado. Afinal, estava num lugar estranho, com `pessoas’ estranhas. Mas sabia que estes não eram os verdadeiros motivos de sua inquietação.

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