Capítulo 4 – O sacrifício do Maldito (Parte 2 – Final)


“Algo está muito errado”, pensa Ufiel ao sair de seu interrogatório com o duque. A raposa insana estava calma demais…

Apesar de respirar aliviado, aquilo o deixava apreensivo. Grael estava tranquilo demais com a notícia da fuga da loba.

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Capítulo 4 – O sacrifício do Maldito (Parte 1)


Passado um mês desde a visita de Lionel, outro lobo pisa no território de Fafalar. Não era nada comum: todos sabiam que os homens-lobos tinham desaparecido já há algum tempo. E só o sabiam por causa do próprio Lionel.

E agora havia outro! Ou pelo menos foi isso o que Loriel informou. Era uma garota. Jovem até mesmo para o padrão dos humanos. E claro, Grael já sabia de tudo. Era exatamente isto o que tirava o juízo de Ufiel naquele momento. E outras coisas também.

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Capítulo 4 – O instinto de um lobo (Parte 2 – Final)


O inusitado grupo descansa à sombra das árvores. Nem parecia que há poucos dias estavam fugindo de um assassino. Tranquilos aproveitavam a relva fresca para tirar um cochilo.

Seire sente-se mais relaxada. Achava-se estúpida pela paranoia que sentiu antes. A fragrância das folhas, que já começavam a ficar amareladas; a brisa morna; os raios do sol passando por entre a copa das árvores. Tudo ali trazia um ar de serenidade que achava que nunca mais sentiria. Uma paz interior incrível.

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Capítulo 4 – O instinto de um lobo (Parte 1)


Dois dias já tinham passado desde que Seire e os outros partiram às pressas de Fafalar. Não haviam encontrado nem estrada, nem vilarejo, muito menos uma cidade. Seguiam desbravando a floresta, atravessando por estreitas trilhas feitas por animais.

E mesmo assim, a loba continuava aflita. Seu instinto gritava `perigo’ e sua cabeça latejava como nunca. No entanto, mantinha tudo isso guardado para si. Afinal aquilo tudo era apenas paranoia dela…

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Capítulo 4 – As Maquinações de um Lobo (Parte 2 – Final)


— Então? O que o cãozinho mais obediente do duque quer nos dizer? — pergunta Loriel, num tom ácido. Odiava Ufiel e seu senhor, embora também o servisse…

O elfo negro ignora o insulto e respira fundo. Encara Lionel por longos segundos. Ele respira fundo mais uma vez e começa a falar:

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Capítulo 4 – As Maquinações de um Lobo (Parte 1)


Lionel não sabia o que fazer para atrair Grael para uma armadilha, confessar seus crimes. Tinha a certeza de que ele era o responsável pelo desastre na Floresta Branca. No entanto, também sabia que sua desconfiança não podia ser fundamentada… Não tinha provas.

Ele sequer conseguiu convencer Diamante, que sempre o ouvia. Quanto mais a rainha elfa! A questão era: Grael não poderia exatamente sair de Fafalar. A Floresta Branca ficava bem longe… E também ele nem poderia ter feito tudo aquilo sozinho. Era seu instinto contra a palavra de um duque elfo. Nunca ganharia assim.

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As Maquinações de uma Raposa (Parte 4 – Final)


Em silêncio, Seire caminha num passo rápido, forçando os outros a acompanhá-la. Não queria parar antes de estar bem longe daquela floresta. Nem sabia para onde estava indo, apenas caminhava para o sul.

Os outros sequer se deram ao trabalho de perguntar o que houve. O rosto da garota-lobo mostrava preocupação e medo!

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Capítulo 4 – As Maquinações de uma Raposa (Parte 3)


Duque Grael estava em seus aposentos, como sempre. Irritado também, bem mais que o de costume. Não gostava nem um pouco do que ouviu de um de seus informantes: a garota-lobo tinha saído de Fafalar na manhã passada.

Era o pior que poderia ter acontecido! Era tão simples! Tão fácil! Como podiam seus mais competentes subordinados falhar assim? Deixaram a loba escapar!

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Capítulo 4 – As Maquinações de uma Raposa (Parte 2)


Sem pensar duas vezes, nem esperar Arth, Seire entra pela grande porta por onde o suspeito elfo havia passado instantes atrás.

E assim a garota-lobo se vê cercada pela penumbra: parecia ser alguma espécie de restaurante. Olha ao redor, a procura do elfo encapuzado, não percebendo que havia outro elfo a sua frente.

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Capítulo 4 – As Maquinações de uma Raposa (Parte 1)


Seire acorda. Sentia-se descansada. Era a primeira vez que consegue dormir por tanto tempo depois do que aconteceu em Néphise. Não sabia por quanto tempo havia dormido.

Olha ao redor. Raffléia ressoava tranquila, na cama do lado. Hafix devorava um grande pedaço de pão embebido em sopa. Arth estava em pé, ao lado da cama da sáuria, com os olhos fechados. Seire não sabia dizer se dormia ou apenas meditava. Havia uma vasilha com água e uma toalhinha numa mesinha ao lado de sua cama.

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