Capítulo 3 – Ruínas de Hochberg


Já havia passado uma semana desde o saque a Hochberg. Os seus moradores já tentavam recomeçar tudo. Nada tinha ficado de pé após o ataque: queimaram a vila.

Assim que voltaram para Hochberg, quando achavam que o perigo já havia passado, encontraram algumas coisas inusitadas. Primeiramente, todos os pertences de valor estavam em duas carroças na entrada da vila, intocados tanto pelos saqueadores quanto pelo fogo. Porque se deram ao trabalho de separar as coisas de valor se não iriam levar? Será que Meltse e os outros conseguiram enxotá-los?

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Capítulo 3 – Yassa


Vatra não sabia reagir com a notícia que ouviu de Lamark. Eles realmente encontraram o exército de Gaheris? Não queria acreditar nisso! No entanto era bem possível… Já que aquele monstro estava aqui…

Não, não! Henkel!!! Era uma perda horrível para Lamark também… Afinal eles eram quase irmãos. Quase… Precisava falar com Diamante.

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Capítulo 3 – Diamante


Tanto tempo já tinha passado que Meltse estava com dores nas pernas quando Alexsander finalmente volta, com uma bandeja na mão e acompanhado de outra pessoa: outro humano, um idoso, quase tão alto quanto Meltse, de olhar sereno mas também estranhamente selvagem. Tinha o ar de alguém que já passou por muita coisa na vida.

Lamark imediatamente fecha e guarda o livro e se dirige aos dois que chegaram, cumprimentando-os com uma vênia. Meltse trava, sem jeito, não sabia como agir…

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Capítulo 3 – Flussevir, as Águas Eternas (Parte 2 – Final)


Rapidamente Meltse e Lamark atravessam a cidade. Vários curiosos olhavam para o ferreiro. Afinal, humanos não eram comuns em Flussevir. Ambos os ignoram, indo para sabe-se lá onde.

Meltse não queria ficar pensando muito no que estava acontecendo com ele. Sua vida já havia mudado de forma irreversível. Também não iria questionar seu aliado e mais novo amigo. Instintivamente sabia que aquele sáurio a sua frente iria ajudá-lo e acompanhá-lo nesta nova vida.

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Capítulo 3 – Flussevir, as Águas Eternas (Parte 1)


A noite passa sem contratempos. Sáurio e humano se sentiam um pouco melhor. O pesadelo do dia anterior continuava em suas mentes, mas uma nova e silenciosa resolução os preenchia.

Meltse não tirava de sua cabeça a ideia de encontrar uma forma de se vingar, matar o maldito Gaheris, líder daquele exército de abominações. Lamark, mesmo sem querer admitir, tinha ideias parecidas, e com uma noção melhor do quão impossível seria aquela missão. “Talvez no futuro…”

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Capítulo 3 – Vingadora Majestosa (Parte 2 – Final)


Lamark percebe o tom de frustração em Meltse. Ele olha novamente para o arco. Tinha sido uma ferramenta supostamente criada apenas com o intuito de caçar algo para aquele dia e não dormirem com fome. No entanto, por algum motivo aquele humano dedicou toda sua habilidade para fazer uma arma formidável. Ele entendia o descontentamento de Meltse.

— Talvez seja melhor abandonar isso aqui e fazer uma armadilha para coelhos… — murmura o ferreiro, completamente desapontado.

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Capítulo 3 – Vingadora Majestosa (Parte 1)


A noite cai. Nem sáurio nem humano dizem uma palavra. Na verdade nenhum dos dois queria falar nada. Mas precisavam sair dali o quanto antes. E juntos seria muito mais fácil.

Vendo que o humano não iria tomar nenhuma iniciativa, Lamark decide ser o primeiro a falar:

— Bem… — começa, sem saber ao certo o que falar — Não podemos ficar aqui por muito mais tempo. Precisamos chegar em Flussevir o mais breve possível. — Lamark não estava gostando daquilo… soava muito duro e ríspido. Meltse apenas vira o rosto na direção do sáurio, mas nada diz.

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Capítulo 3 – Oração aos Mortos (Parte 3 – Final)


Meltse observava tudo em silêncio. De alguma forma sabia que aquilo era algum tipo de ritual para honrar aos mortos… Não gostava daquilo… Significava que o sáurio tinha a certeza absoluta da morte de todos os que ficaram para trás. Se os sáurios, livres, armados, não tinham chances de sobrevivência… Não queria concluir o pensamento.

Ouvia as palavras estranhas pronunciadas pelo sáurio. Soavam importantes. Um mantra que deixa Meltse em estado de transe. Flashes de memória do ocorrido vinham de forma aleatória…

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Capítulo 3 – Oração aos Mortos (Parte 2)


As horas se passam sem que nenhum dos dois, nem humano nem sáurio, se movesse. O céu se escurecia, anunciando a chegada da noite. Um dia que nunca seria esquecido.

Lamark já não tinha mais lágrimas para chorar, embora tristeza e raiva ainda estejam tão fortes quanto nunca.

Ainda tinha um dever a cumprir: sepultar os mortos.

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Capítulo 3 – Oração aos Mortos (Parte 1)


Lamark desliga todos os sentidos, focando numa única palavra: sobreviver! Só assim ele conseguiria cumprir sua promessa com seus companheiros de armas…

Deveria ter ficado! Mas… Assim a morte deles seria em vão… Doía muito no jovem sáurio agir daquela maneira… covarde? Não, não era covarde. No fundo sabia que era a única coisa sensata a fazer…

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