Capítulo 2 – Raposas e Demônios


O duque de Fafalar pouco teve tempo de se recuperar de um encontro estressante quando outra pessoa ainda mais odiosa, embora aliada, aparece. Era o demônio de fogo Kiro.

Uma criatura maligna e insana, cujas lendas diziam ser tão antiga quanto a própria terra. De pele pétrea avermelhada e chifres, parecia uma versão hedionda de um elfo das montanhas.

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Capítulo 2 – Raposas e Lobos


A cerca de um mês atrás, no topo da Grande Árvore de Fafalar, acontecia um encontro entre duas criaturas que se odiavam…

— Senhor! Sir Lionel solicita uma audiência.

“Não acredito que ele está de novo aqui?”, pensa Grael. “Não se cansa, esse Lobo?!”

— Pode deixá-lo entrar…  — responde o duque, com voz enfadada.

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Capítulo 2 – O Auspício da Floresta (Parte 4 – Final)


Raramente Raffleia se surpreendia com alguma coisa, mas o que tinha acabado de ouvir estava muito além de suas expectativas! Ainda havia lobos naquele continente!!! Passa tanto tempo absorta em pensamentos que não percebe Seire ficar acuada e insegura.

Um cutucão de Arth a tira de seu transe:

— Oh! Desculpe-me, senhorita Seire. Não queria preocupá-la! Por Regigleph!!! — e bruscamente abraça a garota-lobo.

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Capítulo 2 – O Auspício da Floresta (Parte 3)


Seire estava perplexa com o que via a sua frente. Uma cidade inteira em cima de árvores! Não sabia o que era mais impressionante, se as árvores em si, ou suas cores surreais…

Seu olfato apurado destacava um aroma agradável, peculiar. Não conseguia discernir exatamente o que era: um aroma único daquele lugar. Era calmo, aconchegante e… selvagem? Sim… Havia um quê excitante e assustador também.

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Capítulo 2 – O Auspício da Floresta (Parte 2)


Seire passa um bom tempo em seu banho. Sentia-se imunda, precisava tirar toda aquela sujeira, tanto física quanto psicológica de sim. Teria de viver com o fato ser um monstro, algo repudiado por sua crença. Ainda não sabia como suportaria isso…

Finalmente terminado o banho, limpa de corpo e mente, ela experimenta as roupas que pegou emprestado de Raffleia. “Terei que arranjar roupas próprias logo…” Elas ficaram um pouco grandes: mesmo pequena, a sáuria ainda era maior que Seire. Pelo menos eram confortáveis. Vestida e lavada, decide voltar para onde estavam Arth e os outros.

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Capítulo 2 – O Auspício da Floresta (Parte 1)


Arth, Seire e Silf caminham pela floresta, num passo nervoso e apressado, por horas a fio, enquanto Raffleia continuava a dormir, tranquila, em cima de sua montaria: roncava como um urso.

O centauro parecia não ter a menor intenção de parar, nem mesmo de diminuir o ritmo. Seire não entendia o porquê: não era como se estivessem sendo perseguidos. Mesmo assim, ela acompanha calada. Agora tinha resistência suficiente para fazer aquela caminhada sem sentir o menor cansaço. Se sentia estranha…

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Capítulo 2 – Salvação e Danação (Parte 4 – Final)


Seire já se sentia bem melhor, tinha quase certeza de que podia se levantar. Ouve os ruídos de uma luta. Deve ser Arth enfrentando os soldados. Não sabia se desejava sorte ao centauro ou não. Sua mente ainda não se acostumou com o fato de ser um monstro e que estava em companhia de outros…

Raffleia apenas acaricia sua estranha montaria, parecendo aguardar o desfecho da luta no outro lado da colina. Não havia sinais de preocupação em seu rosto reptiliano.

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Capítulo 2 – Salvação e Danação (Parte 3)


Em um mundo onde religião é tudo, ser um estudioso podia ser considerado crime. Foi justamente o que aconteceu com Hafix. Ele tentou melhorar a vida em sua vila com seus conhecimentos, mas tudo o que conseguiu foi atrair a atenção e a ira do clérigo local. E agora estava sendo levado a Kafia, a prisão do norte. O motivo: blasfêmia.

Hafix estava acompanhado de um verdadeiro cortejo real: quinze cavaleiros fortemente armados. Se não fossem as grades e as correntes, ele poderia muito bem ser confundido com um lorde. Toda essa força o acompanhava não por ser perigoso, mas sim porque Kafia havia solicitado reforços.

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Capítulo 2 – Salvação e Danação (Parte 2)


Seire não sabia o que pensar. A salvação dela poderia ser a ruína para sua benfeitora. Aqueles soldados certamente veriam a cena e achariam que ela foi atacada: havia um rastro de sangue na estrada e uma poça enorme onde ela desmaiou. “Preciso de um banho e roupas novas…” Já se sentia muito melhor. Sente também que suas feridas estão fechando, sem auxílio de magia. Era uma sensação estranha…

Observa um pouco ao redor. Raffleia, sua salvadora parece dormir. A magia de purificação que usou deve consumir muito do clérigo. O centauro estava nitidamente nervoso. Caminhava para um lado e o outro, como um cavalo selvagem aprisionado. Ela percebe que seu corpo era coberto por muitas cicatrizes.

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Capítulo 2 – Salvação e Danação (Parte 1)


Seire acorda subitamente. Não tinha lembranças de ter desmaiado. Pelo menos ainda não estava morta: sente as dores dos ferimentos cortando como navalhas. Lembra vagamente de ter tentado curá-las, sem sucesso.

Ela pisca. Acha estar sonhando. Via um rosto reptiliano a observando com… apreensão? Sabia da existência de diversas raças pelo mundo. Muitos visitavam o monastério de Néphise. Mas não lembra de ter ouvido falar em répteis…

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