Capítulo 5 – A Jornada? (Parte 3 – Final)


Um bom tempo depois Lamark volta à mesa onde estavam Diamante, Alexsander, Meltse e os outros líderes sáurios. Vatra havia sumido…

— Ora, ora. Aí está ele! — exclama Alexsander ao ver o sáurio se aproximando — Estávamos esperando por você!

A grande maioria dos sáurios estava dormindo em suas mesas naquele momento. A barriga cheia de carne e a mente de álcool. O mesmo ocorre com Meltse: roncava com a cara enfiada num prato vazio. Lamark encara Alexsander, com olhar inquisitivo.

— Sim, sim! — continua Diamante — Agora seria uma boa hora para falarmos de sua partida. E a dele! — aponta para o ferreiro, tentando conter o riso.

Lamark ainda pensa em retrucar, m as seria em vão. Antes Diamante tinha falado de planos. E agora de uma jornada que envolvia a ele e ao humano… Não fazia ideia do que se tratava.

O sáurio chacoalha Meltse pelo ombro. Não acorda. Ele suspira. Coloca o humano apoiado em seu ombro. Teria de carregá-lo até a biblioteca de Diamante…

Sem ninguém para ver, os quatro desaparecem caverna adentro. Lamark coloca o desacordado Meltse sentado numa poltrona e o encara pensativo. Balança negativamente a cabeça. “E agora? Como vou acordar este maldito bêbado?”. O sáurio suspira novamente, enquanto Diamante e Alexsander tentam em vão conter o riso.

“Jogar água seria eficiente… E merecido! Mas muito rude. E molhado”. Ri, imaginando a cena. Usaria um método menos brusco.

E assim, o sáurio retira algumas folhas de sua bolsa. Tinham cheiro bem forte. Ele as amassa em sua mão, a leva junto ao nariz e começa a murmurar algumas palavras.

Abrindo a mão, ela estava fazia. Então ele sopra o `conteúdo’ nas narinas do humano.

Meltse rapidamente acorda. Sentia uma dor de cabeça horrível! Depara-se com Lamark o encarando com olhar reprovador.

Olhando ao redor, percebe que estava novamente na caverna-biblioteca. E o banquete? Já acabou. Como ele tinha ido parar ali? Sentia-se zonzo. Bebeu demais.

Lamark se senta no espaço vago ao lado de Meltse. Encara seus dois mestres, que riam da cena. Queria ouvir logo que tipo de suicídio Diamante tinha planejado para eles dois.

— Bem, agora que todas as partes interessadas estão acordadas, embora não sóbrias, — inicia Diamante, enquanto Alexsander explode numa gargalhada. A cabeça de Meltse doía demais para ele sentir vergonha d estar bêbado — podemos falar mais da jornada que vocês irão fazer.

“A tal jornada…”, o ferreiro tinha esquecido completamente. O sáurio cruza os braços, sabia que nada de bom viria pela frente.

— Depois que vimos o arco que fizeram, — continua o ancião — nós pensamos bastante e… Que tal fazer mais algumas dessas armas?

— Dessas armas? — pergunta Meltse e Lamark ao mesmo tempo.

— Eles ainda não têm noção da dimensão do que fizeram. — murmura Alexsander.

— Claro, claro… Mas isso é o de menos. — responde Diamante — Vamos simplificar. Nós queremos que vocês coletem alguns materiais e façam armas com eles.

“Como assim, `o que fizemos’?”, perguntam-se os dois. Por acaso eles falavam do arco? “Bem, ele é encantado”, pensa o ferreiro. “Ele só tem alguns feitiços para melhorar alcance e mira”, pensa o sáurio.

— Se for só fazer armas, então é bem fácil. — comenta Meltse, com olhar confuso.

— Em se tratando desses dois… — murmura Lamark — É mais fácil serem  armas lendárias capazes de matar dragões e quimeras. — o sáurio tem um calafrio ao falar a palavra `quimera’.

Alexsander gargalha.

— Vocês já tem uma assim bem do lado de vocês! Isto é… se o usuário for suficientemente forte. E imaginar que ela foi feita com um galho qualquer e cipó comum! — e volta a gargalhar.

— Armas lendárias às vezes são assim mesmo. — murmura Diamante.

Lamark pisca, atônico. Meltse apenas olha de soslaio para o arco ao seu lado. É verdade que ele tinha um nome: “Vingadora Majestosa”. Mas lendária? Difícil  de acreditar nisso.

— Bem. Nós preparamos uma lista de materiais para essas armas. E essa seria a verdadeira jornada de vocês. É melhor que tudo seja forjado aqui, e não em algum lugar qualquer. — Diamante acena para Alexsander.

Este prontamente entrega um pedaço de papel para Lamark, que lê tudo, franzindo o cenho.

— Por Regigleph! Vocês estão zoando com a nossa cara?!! — exclama o sáurio — Pelos deuses!

— Deixe-me dar uma olhada. — fala Meltse, curioso, pegando a lista das mãos do sáurio.

Ele lê uma, duas, três vezes. Encara Diamante e Alexsander perplexo. E olha novamente para a lista. E encara Lamark, que apenas balança negativamente a cabeça. E volta a encarar Diamante e Alexsander.

— Como assim escama de dragão?!! — exclama Meltse, furioso.

— É o item mais fácil de se conseguir… — murmura Lamark, encarando o ancião.

— Eu até entendo Mithril e Ukithril… São metais ótimos… E extremamente raros. Eu em sei o que diabos é o resto da lista! E… — ele então percebe que o sáurio havia dito que escamas de dragão era fácil de conseguir. “Como assim? Dragões não passeiam por aí… E ninguém  em sã consciência iria querer estar perto de um…”

Diamante e Alexsander apenas riem.

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