Capítulo 2 – O Auspício da Floresta (Parte 2)


Seire passa um bom tempo em seu banho. Sentia-se imunda, precisava tirar toda aquela sujeira, tanto física quanto psicológica de sim. Teria de viver com o fato ser um monstro, algo repudiado por sua crença. Ainda não sabia como suportaria isso…

Finalmente terminado o banho, limpa de corpo e mente, ela experimenta as roupas que pegou emprestado de Raffleia. “Terei que arranjar roupas próprias logo…” Elas ficaram um pouco grandes: mesmo pequena, a sáuria ainda era maior que Seire. Pelo menos eram confortáveis. Vestida e lavada, decide voltar para onde estavam Arth e os outros.

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Capítulo 2 – O Auspício da Floresta (Parte 1)


Arth, Seire e Silf caminham pela floresta, num passo nervoso e apressado, por horas a fio, enquanto Raffleia continuava a dormir, tranquila, em cima de sua montaria: roncava como um urso.

O centauro parecia não ter a menor intenção de parar, nem mesmo de diminuir o ritmo. Seire não entendia o porquê: não era como se estivessem sendo perseguidos. Mesmo assim, ela acompanha calada. Agora tinha resistência suficiente para fazer aquela caminhada sem sentir o menor cansaço. Se sentia estranha…

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Capítulo 2 – Salvação e Danação (Parte 4 – Final)


Seire já se sentia bem melhor, tinha quase certeza de que podia se levantar. Ouve os ruídos de uma luta. Deve ser Arth enfrentando os soldados. Não sabia se desejava sorte ao centauro ou não. Sua mente ainda não se acostumou com o fato de ser um monstro e que estava em companhia de outros…

Raffleia apenas acaricia sua estranha montaria, parecendo aguardar o desfecho da luta no outro lado da colina. Não havia sinais de preocupação em seu rosto reptiliano.

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Capítulo 2 – Salvação e Danação (Parte 3)


Em um mundo onde religião é tudo, ser um estudioso podia ser considerado crime. Foi justamente o que aconteceu com Hafix. Ele tentou melhorar a vida em sua vila com seus conhecimentos, mas tudo o que conseguiu foi atrair a atenção e a ira do clérigo local. E agora estava sendo levado a Kafia, a prisão do norte. O motivo: blasfêmia.

Hafix estava acompanhado de um verdadeiro cortejo real: quinze cavaleiros fortemente armados. Se não fossem as grades e as correntes, ele poderia muito bem ser confundido com um lorde. Toda essa força o acompanhava não por ser perigoso, mas sim porque Kafia havia solicitado reforços.

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