Capítulo 1 – A Caminho do Paraíso (Parte 3)


Bem cedo, antes de amanhecer, o comboio parte, sem pressa: estavam já na metade do caminho. Os humanos acordam com o sacolejar da carroça, atordoados. Os sáurios já não estavam mais tão despreocupados como antes. Preparavam-se para sair da trilha e seguir pela estrada.

Nenhum deles gostava daquela ideia de seguir pela estrada, no entanto era isso ou atravessar a mata fechada.

A preocupação e os nervos dos sáurios era visível. E assim os humanos começam a ficar apreensivos também. Percebendo isso, um dos sáurios se aproxima da carroça:

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Capítulo 1 – A Caminho do Paraíso (Parte 2)


Os humanos estavam muito desconfiados. No entanto nada podiam fazer além de esperar e desejar para que não acontecesse nada de ruim. Apenas Martha parecia se divertir com aquela situação toda.

Shaha finalmente chega próximo à carroça. Então desmonta calmamente e começa a fuçar em seus alforjes a procura de alguma coisa. Os outros sáurios se aproximam também, já que para eles aquilo era sempre um evento interessante. Enquanto isso, os humanos apenas observam, num misto de medo e curiosidade.

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Capítulo 1 – A Caminho do Paraíso (Parte 1)


“No caminho até a tal capital sáuria será a nossa única chance de escapar” — pensa Meltse, assim que a comitiva de sáurios e humanos sai da caverna em Hochberg. Zepelli discorda totalmente: “Se preparados e armados não conseguimos ganhar de quatro deles, imagine agora contra dez! E nós desarmados!”

— Só seremos libertados quando eles quiserem. — murmura Martha — Acho que é o que vai acontecer por fim. Afinal eles foram até gentis conosco se vocês pararem para pensar…

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Capítulo 1 – O Covil dos Sáurios (Parte 4 – Final)


“O que será que está acontecendo em Hochberg agora?” — pensa Meltse — “Provavelmente os outros já voltaram para a vila e a encontraram completamente destruída. Talvez tenham conseguido salvar alguma coisa… Pelo menos devem estar todos bem. Nem quero imaginar quando os caçadores voltarem e encontrarem apenas ruínas…” Algo interrompe seus pensamentos: havia um sáurio a sua frente oferecendo-lhe comida.

Ele aceita resignado. Estava com fome e aquilo tinha um cheiro bom. Parecia uma sopa, só que bem mais encorpada. E tinha um gosto que nunca havia sentido antes. Era bom!

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